Existe uma prática no mercado que precisa ser discutida.
A Incorporadora ou Construtora contrata um escritório de arquitetura paisagística para desenvolver o projeto, mas na hora de protocolar o Projeto Legal o escritório de arquitetura altera áreas verdes, caminhos, árvores e espaços de lazer sem qualquer alinhamento com quem foi contratado para desenvolver o paisagismo.
Quando o projeto retorna para dar andamento nas etapas, o paisagista recebe um Projeto Legal já aprovado e precisa “dar um jeito” de fazer tudo funcionar dentro de decisões que não participaram do processo.
E o pior é que muitas dessas alterações comprometem soluções que haviam sido estudadas tecnicamente. Circulações ficam prejudicadas, áreas de convivência perdem qualidade, a vegetação deixa de fazer sentido e, em alguns casos, até a acessibilidade é impactada.
Precisam parar de ver o paisagismo como um desenho que se adapta ao que sobrou do projeto! Ele precisa fazer parte das decisões do início ao fim. Afinal, foi exatamente para isso que um profissional especializado foi contratado.
Na minha vivência profissional, a boa arquitetura nasce da integração entre disciplinas, não de decisões isoladas. E quem ganha com isso é o cliente, que recebe um empreendimento mais qualificado, mais funcional e muito mais coerente.
Você também passa ou já passou por essa situação?